Hoje eu decidi postar algo diferente. Uma das minhas criações. Já faz algum tempo que eu escrevo livros e contos, mas é meio dificil pra mim termina-los. Eu sempre vou tendo várias idéias novas e acabo esquecendo de concluir as velhas. So, anyway. Esse conto eu adaptei para participar de um concurso e tive que cortar várias partes pois o texto tinha que ter somente 500 caracteres =/, porém eu ainda pretendo seguir a idéia inicial e termina-lo. Mas taí o começo que eu enviei para a promoção.
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O Sonho (título provisório, pq eu não gosto de dar título antes de terminar de escrever)
Havia escuridão em meu sonho. Eu não podia enxergar nada ao meu redor, mas pelas sombras nas paredes eu sabia que estava naquele quarto, o meu quarto, adormecida em minha cama exatamente na mesma posição em que eu caí no sono, de lado com o livro ainda apoiado em meu antebraço. Eu estava com medo. Uma sensação de frio corria pela minha espinha. Havia um aperto de aço em volta da minha cintura. Eu não podia respirar. Segundos depois veio a dor, incomoda e fina em meu pescoço como duas picadas de agulha. Meus lábios soltaram uma lufada de ar quando eu senti o liquido quente e denso escorrer pela minha pele. E eu acordei.
Ao abrir os olhos percebi que tudo estava igual ao meu sonho, exceto o sol que se punha na vista da minha janela e ainda permitia uma maior claridade, fazendo a sensação de medo e aflição tornar-se conforto e tranquilidade. Ao invés de dor, eu sentia arrepios no pescoço, que desciam por minha espinha e se espalhavam por todo o meu corpo. E ao invés de agulhas, os lábios dele me tocavam. Era a melhor sensação do mundo.
Eu não teria percebido ele ali, imóvel e sem respiração, se ele não tivesse quebrado o beijo. O braço dele forte ao redor da minha cintura parecia tão natural como se ele pertencesse ali, ou como se estivesse ali por várias horas. Não havia mais sufocamento, mas eu sabia que não conseguiria mais respirar se ele saísse dali. A sensação do sonho ainda estava tão presente, tão real, que assim que ele se afastou eu levei a mão ao pescoço esperando encontrar uma ferida dolorida proveniente de um acidente. Uma fraqueza. Mas só encontrei minha pele quente e ainda arrepiada. Ele então beijou a mão que levei ao pescoço:
- Pesadelos?
- Ou talvez sonhos, desejos.
Eu me virei encontrando seu rosto. O rosto que me trazia os mais doces pesadelos. Sua expressão era indecifrável e seu rosto lindo como sempre. Suas feições semi-iluminadas pelos raios evanescentes de sol eram perfeitas e eu arfei por estar tão perto em seus braços. Eu abri meus lábios para me desculpar pensando que ele devia estar incomodado por minhas palavras, mas ele me interrompeu; jogou a coberta que me cobria fora do meu corpo, fazendo com que ela escorregasse pela beira da cama. Não tive tempo de agarrá-la, enquanto passava deslizando por minha mão, antes que ele nos aproximasse ainda mais e sua voz rouca sussurrasse:
- Não dessa vez, amor.
Em poucos segundos eu não sabia mais respirar, não sabia mais pensar e tinha certeza que não tinha nome. Guilherme soltou seu braço de mim e começou a passar a mão em um viciante vai e vem pela minha barriga, fazendo com que às vezes seus dedos entrassem por baixo da minha blusa. Seus longos dedos frios deixando rastros quentes pelo meu corpo. E logo ele deixou meus lábios para ir com seus a seu lugar preferido: meu pescoço.
Havia escuridão em meu sonho. Eu não podia enxergar nada ao meu redor, mas pelas sombras nas paredes eu sabia que estava naquele quarto, o meu quarto, adormecida em minha cama exatamente na mesma posição em que eu caí no sono, de lado com o livro ainda apoiado em meu antebraço. Eu estava com medo. Uma sensação de frio corria pela minha espinha. Havia um aperto de aço em volta da minha cintura. Eu não podia respirar. Segundos depois veio a dor, incomoda e fina em meu pescoço como duas picadas de agulha. Meus lábios soltaram uma lufada de ar quando eu senti o liquido quente e denso escorrer pela minha pele. E eu acordei.
Ao abrir os olhos percebi que tudo estava igual ao meu sonho, exceto o sol que se punha na vista da minha janela e ainda permitia uma maior claridade, fazendo a sensação de medo e aflição tornar-se conforto e tranquilidade. Ao invés de dor, eu sentia arrepios no pescoço, que desciam por minha espinha e se espalhavam por todo o meu corpo. E ao invés de agulhas, os lábios dele me tocavam. Era a melhor sensação do mundo.
Eu não teria percebido ele ali, imóvel e sem respiração, se ele não tivesse quebrado o beijo. O braço dele forte ao redor da minha cintura parecia tão natural como se ele pertencesse ali, ou como se estivesse ali por várias horas. Não havia mais sufocamento, mas eu sabia que não conseguiria mais respirar se ele saísse dali. A sensação do sonho ainda estava tão presente, tão real, que assim que ele se afastou eu levei a mão ao pescoço esperando encontrar uma ferida dolorida proveniente de um acidente. Uma fraqueza. Mas só encontrei minha pele quente e ainda arrepiada. Ele então beijou a mão que levei ao pescoço:
- Pesadelos?
- Ou talvez sonhos, desejos.
Eu me virei encontrando seu rosto. O rosto que me trazia os mais doces pesadelos. Sua expressão era indecifrável e seu rosto lindo como sempre. Suas feições semi-iluminadas pelos raios evanescentes de sol eram perfeitas e eu arfei por estar tão perto em seus braços. Eu abri meus lábios para me desculpar pensando que ele devia estar incomodado por minhas palavras, mas ele me interrompeu; jogou a coberta que me cobria fora do meu corpo, fazendo com que ela escorregasse pela beira da cama. Não tive tempo de agarrá-la, enquanto passava deslizando por minha mão, antes que ele nos aproximasse ainda mais e sua voz rouca sussurrasse:
- Não dessa vez, amor.
Em poucos segundos eu não sabia mais respirar, não sabia mais pensar e tinha certeza que não tinha nome. Guilherme soltou seu braço de mim e começou a passar a mão em um viciante vai e vem pela minha barriga, fazendo com que às vezes seus dedos entrassem por baixo da minha blusa. Seus longos dedos frios deixando rastros quentes pelo meu corpo. E logo ele deixou meus lábios para ir com seus a seu lugar preferido: meu pescoço.
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Beijos...
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